Rendas das casas vão ficar 0,43% mais caras no próximo ano. Inflação mantém-se nos 1,5% em agosto

Taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor manteve-se nos 1,5% em agosto. Dados apontam para um aumento de 0,43% nos valores cobrados pelos proprietários aos inquilinos.


Depois de terem ficado estagnadas em 2020, as rendas das casas vão subir no próximo ano. Os dados mais recentes da taxa de inflação divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) apontam para um aumento de 0,43% nos valores cobrados pelos proprietários aos inquilinos.


“Tendo por base a informação já apurada, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá sido 1,5% em agosto de 2021, valor idêntico ao registado em julho”, pode ler-se numa estimativa rápida divulgada esta terça-feira.


De acordo com os dados do INE, nos últimos 12 meses até agosto a variação média do índice de preços, excluindo a habitação, foi de 0,43%, valor que serve de base ao coeficiente utilizado para a atualização anual das rendas para o próximo ano, ao abrigo do Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU), e que representa mais 43 cêntimos por cada 100 euros de renda.


O aumento de 0,43% das rendas em 2022, aplicável tanto ao meio urbano como ao meio rural, segue-se ao congelamento deste ano (na sequência de variação negativa do índice de preços) e aos acréscimos de 0,51% em 2020, 1,15% em 2019, 1,12% em 2018, 0,54% em 2017 e 0,16% em 2016.


Por lei, os valores das rendas estão em geral sujeitos a atualizações anuais que se aplicam de forma automática em função da inflação. O NRAU estipula que o INE é que tem a responsabilidade de apurar o coeficiente de atualização de rendas, tendo este de constar de um aviso a publicar em Diário da República até 30 de outubro de cada ano para se tornar efetivo.




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